A História da Companhia

O grupo surge em 1986 com o nome de Espaço Selvagem, mudando para o atual em 1991. Desde sua criação a Companhia do Gesto segue as premissas da criação e produção artística em grupo, mantendo no Rio de Janeiro um núcleo fixo de atores e produtores em atividade de investigação e de treinamento técnico e corporal contínuos.

A busca de uma linguagem universal, mas que não perdesse o contato com o que nos caracteriza como brasileiros, tem feito com que o núcleo de criação e produção da Companhia do Gesto, cada vez mais, absorva e transforme “antropofagicamente” novos caminhos, linguagens e técnicas.

Por princípio, o Teatro Gestual traduz a necessidade de um ator pleno e de expressão integral (não só fisicamente, mas mental, energética e espiritualmente), humano, liberto de códigos pré-estabelecidos, e aberto a todas as possibilidades na cena; um ator capaz de despertar uma comunicação diferenciada e sensível com a platéia.

As máscaras teatrais e o palhaço são mecanismos de expressão e exercício constante que estão na base de nosso trabalho, somadas a ela novas ferramentas: a Yoga, o Qi Gong e o Kung Fu; o bufão e o cinema.

Assim, a Companhia do Gesto se firma no cenário artístico brasileiro como uma das principais companhias profissionais do Rio de Janeiro, pioneira na pesquisa da linguagem do Teatro Gestual no Brasil.

Estreou seu primeiro espetáculo, “Os Clowns”, em 1986, dando início à pesquisa da linguagem gestual como técnica e tema.

O espetáculo “As Máscaras” (1989), foi aclamado pela crítica de diversos pontos do país por onde passou, culminando com o reconhecimento internacional ao representar o Brasil no festival de Bayonne (França – 1991).

Na trajetória do grupo estão, ainda, os espetáculos, “O Baile” (1993), igualmente aclamado pela crítica durante os seis anos em que permaneceu em turnê pelo país; “McBeth A Tragédia da Ambição” (1996), “Cláun! Palhaços Mudos” (2001/2009), “A Menor  Máscara do Mundo” ( 2002/03), “Maria Eugênia” (2005/09) e “A Margem”(2006/09).

Simultaneamente à criação dos espetáculos, a companhia desenvolve um sólido projeto didático, mantendo um núcleo de oficinas na sede da Companhia no Rio de Janeiro, e promovendo, em vários outros estados brasileiros, projetos voltados formação artística.

Em 2002, após o falecimento do diretor Dácio Lima, o núcleo de criação e produção da Companhia do Gesto foi renovado, iniciando uma fase de produção artística intensa.

Sob direção de Luís Igreja, integrante da Companhia desde 1989, o grupo tem intensificado a produção, investido em novas linguagens e mantido os ideais artísticos de pesquisa e trabalho em grupo.

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